Países pobres e em desenvolvimento têm 60% dos novos casos de câncer

Em 1970, participação dessas nações no total de diagnósticos era de 15%.Entre 2009 e 2020, crescimento da incidência será de 30%.

A Conferência Global sobre Câncer em Dublin, Irlanda, permitiu que algumas lições sobre o câncer fossem reforçadas na mente de quem participou do evento.

O encontro foi organizado pela Fundação Livestrong, com apoio da Sociedade Americana de Câncer e uma série de parceiros corporativos, e reuniu mais de 500 participantes de 65 países durante 3 dias de discussões e atividades.

Mais de 25 milhões de pessoas vivem com câncer em todo o mundo. São 33 mil novos casos por dia.

Esse ano devem morrer dessa doença, que tem múltiplas formas, mais de 7 milhões de pessoas, 20 mil por dia. Os dados vêm de registros da Sociedade Americana de Câncer e da União Internacional de Combate ao Câncer.

Hoje, 1 em cada 3 habitantes do mundo deverá desenvolver um câncer de algum tipo durante sua vida. Se nada for feito, o risco aumentará para 1 a cada 2 pessoas.

A desigualdade na distribuição de recursos também foi enfocada no relatório, que mostra que 94% dos gastos em câncer ocorrem no mundo desenvolvido, que tem 15% da população mundial. Os países em desenvolvimento e pobres são os que sofrem o maior peso da doença.

Segundo Alan Alwan, da Organização Mundial da Saúde (OMS), esse relatório aponta para a necessidade de que o câncer seja colocado como prioridade na agenda mundial de saúde.

Prevenção

O câncer, apesar do que muitas pessoas ainda acreditam, não é algo que simplesmente acontece. Mais de 40% dos diferentes tipos de tumores malignos podem ser prevenidos.

A dificuldade ainda reside no desconhecimento da população quanto ao que pode ser feito em termos de prevenção do câncer.

O cigarro já matou mais de 1 bilhão de pessoas até hoje. Imaginem a população da Índia desaparecendo do mapa de uma só vez

Evitar a exposição demasiada ao sol e a utilização adequada de filtros solares são medidas simples e eficazes contra o melanoma, um dos tumores malignos que mais cresce no mundo.

O controle das doenças infecciosas que guardam relação com o câncer pode reduzir os 18% de casos ligados a essas doenças. A vacinação contra a hepatite B reduzirá a ocorrência de hepatoma (tumor maligno do fígado). A prevenção da infecção pelo HPV (papilomavírus humano), com a vacinação das meninas antes da iniciação sexual, atua nos tumores de colo do útero. O tratamento da infecção pelo Helicobacter pilorii atuará na prevenção do câncer de estomago.

A obesidade está ligada diretamente a uma série de tumores malignos como intestinos, mama e próstata.

Os dois componentes que levam à obesidade, sedentarismo e dieta inadequada, por si só já aumentam o risco da ocorrência do câncer.


Mas o principal fator de risco para ocorrência de tumores malignos ainda é o uso do tabaco. Desde o desenvolvimento da máquina de enrolar cigarros, no final do século 19, nada foi mais mortal para o ser humano.

Segundo John Seffrin, da Sociedade Americana de Câncer, o cigarro já matou mais de 1 bilhão de pessoas até hoje. Muito mais do que todas as guerras do século 20 juntas. Imaginem a população da Índia desaparecendo do mapa de uma só vez.

O missionário Charles Anthony, que há 26 anos trabalha no interior da Grécia com as populações dos vilarejos e grupos de imigrantes, afirma que “o mais importante é educar as crianças. A prevenção dos tipos mais comuns de câncer, como mama e colo do útero, passa pela educação dos pequenos, pois eles podem levar as informações para dentro das casas, onde as campanhas muitas vezes não conseguem penetrar.
[Leia a reportagem completa]

Site: G1

Nota: É incrível perceber que cada vez mais pesquisadores estão encontrando respostas ao câncer e outras doenças. Além de estudar o aumento do número de casos da doença, eles já afirmam o estilo de vida, prática de esporte e uma alimentação saudável, com a prevenção do câncer. É um vitória ler reportagens como essas, pois sabemos que estamos no caminho certo para um vida mais longa e mais saudável.

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