Meu nome é Karyne, tenho 23 anos, sou filha, irmã, esposa, adventista, psicóloga, blogueira, pianista, e atualmente faço mestrado em psicologia. Minha experiência com o vegetarianismo é recente, mas gostaria de dividir um pouquinho dela com vocês.
Decidi me tornar vegetariana em 2008. Durante cerca de 20 anos, eu havia repetido por diversas vezes que nunca seria vegetariana. Vários eram os motivos dessa afirmação, como o fato de eu gostar bastante de alguns alimentos de origem animal, não ser muito boa em comer verduras e não compreender a importância da chamada Reforma de Saúde.
Contudo, em 2008, comecei a participar de um pequeno grupo com minha família, meu namorado (que hoje é meu esposo) e alguns líderes de nossa Igreja. Os estudos abordavam assuntos importantes para nossos dias, e a partir desses assuntos, passei a me interessar mais por temas relacionados aos eventos finais de nossa história.
Juntamente com meu namorado, comecei a estudar sobre alguns temas, entre eles, a Reforma de Saúde. Aos poucos fui compreendendo a necessidade que existia de cuidar melhor da saúde do meu corpo e de minha mente. Sermões e palestras que ouvi ao longo de duas décadas de vida agora faziam sentido para mim.
Em meu lar, já não tínhamos o costume de comer carne vermelha, então, inicialmente, abandonei o consumo das demais carnes. Posteriormente, deixei de usar ovos, leite e seus derivados também.
À medida que ia tomando essas decisões, me vi forçada a aprender a me alimentar melhor. Legumes e verduras que antes eu não comia passaram a fazer parte de meu cardápio.
Alguns itens foram mais fáceis de abandonar do que outros. Talvez, a maior dificuldade tenha sido em relação aos derivados do leite. Contudo, fui aprendendo a fazer substituições, e hoje não sinto falta desses alimentos. Como bolo sem ovo e sem leite, pizza sem queijo, Iogurte de soja, etc. Inicialmente, parecia que não teria mais nada para comer, mas isso foi apenas um susto inicial, pois é possível se alimentar muito bem sem fazer uso daqueles alimentos.
Enquanto promovia essas mudanças em meu regime alimentar, recebi apoio de alguns amigos, enquanto outros foram bastante críticos. Até hoje convivo com essas duas opiniões – amigos e médicos que acham legal a iniciativa de ter uma alimentação natural, e amigos e médicos que criticam o abandono dos alimentos de origem animal. Algumas pessoas, quando descobrem que somos vegetarianos, nos perguntam “o que vocês comem então?” como se não houvesse nada que pudéssemos comer! Costumamos aproveitar esses momentos para explicar como é possível se alimentar bem sendo vegetariano.
Não tive nenhum problema de saúde devido à mudança de minha alimentação. Sinto-me mais disposta, percebo que minha pele, unha e cabelo estão mais fortalecidos, cuido melhor de minha saúde, faço exames médicos com certa periodicidade, e até então só tenho colhido os benefícios desse novo regime alimentar.
Hoje, meu esposo e eu podemos desfrutar dos benefícios oriundos de uma alimentação natural, nossos amigos apreciam nossa comida, quando vêm à nossa casa. Graças a Deus tenho uma mãe maravilhosa, que me ajudou muito a aprender a cozinhar alimentos saborosos que se adaptassem ao regime que adotamos. Pretendo transmitir essa prática aos meus filhos, para que eles possam desfrutar dos benefícios que tenho obtido através de uma alimentação vegetariana!
Recomendo um regime alimentar vegetariano, mas aconselho que a mudança seja feita com sabedoria e disposição. Cada organismo funciona de uma forma, e cada um se adapta diferente às mudanças. Será necessário aprender novas formas de se alimentar, e não simplesmente cortar itens do cardápio. Uma alimentação natural, feita de forma adequada trará inúmeros benefícios para quem a adotar.
Leia mais artigos da Karyne na coluna Mente Saudável
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